Marlene

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Textos

Triste fim da educação

Triste fim da educação, parece.

Leio e ouço: Só a educação salva. A sociedade mudará com educação. Eu quero saber, à qual educação se referem estas expressões.
História da Educação. Filosofia da Educação. Sociologia da Educação. Sem contar outras fontes (metodologias, didáticas, estatísticas, estágios). Tudo essencialíssimo para nos colocar no entendimento do passado educacional, para trabalhar o presente, sem olhar o futuro que ainda não existe. Exemplos devem ser seguidos, melhorados pelo entendimento sobre o assunto. Olhando o passado melhora-se o assunto de acordo com a época vivida.
Por esses estudos conseguimos depreender que a educação sempre apresentou os mais diversos problemas, as mais diversas dificuldades, os mais diversos enfrentamentos, os mais diversos questionamentos. Sempre, sempre olhando, mirando o futuro. Algo impregnado de incerteza. Quem garante, com certeza que daqui a um minuto, um segundo, estará vivo? Um minuto além, um segundo além do agora é futuro, portanto imprevisível. Impossível de ser julgado pois ele nunca chegará. É impossível fazer algo para o futuro. Vou dormir hoje sem a certeza de me levantar amanhã (futuro) para exercer minhas atividades do dia de amanhã, que será o presente. ´
É o que acontece com a educação e aos professores de hoje. Muitos não sabem ortografia básica.( deram diploma de Doutor Honoris Causa ao Lula no qual estava escrito dicentes, em vez de discentes – numa faculdade!) Pelamordedeus! Cadê o dicionário!?Corram atrás do prejuízo se querem aparecer! Esqueci!... O professor não ensina, mas aprende com os alunos, não é? Os alunos portanto não têm quem os ensine.
Os professores de hoje são resultados de ações do hoje Panfletaram contra a sociedade, culpando-a de todos os males, panfletaram mudanças para futuro melhor. Quem não quer um futuro melhor, mesmo utópico? Mas a grande maioria esqueceu de olhar para o presente, para o que estava acontecendo no momento da panfletagem, dos discursos. Colocaram-se contra os pais, os organizadores da sociedade. Desvalorizaram os antepassados, as origens, o passado, era no mínimo, constrangedor, opressor. Classificaram seus próprios pais como opressores da família; a igreja é chamada de opressora. Os valores morais mereceram até ser restringidos com algo antigo, feio, desprezível; ordem, progresso virou coisa de militares. Estimulam a sexualidade precoce, e,  pois quem não combate, admite.
Pois é. Toda causa tem consequência. Por isso os professores acabaram esquecidos pois eles se esqueceram. Esqueceram seu juramento de ensinar quando adquiriram seu diploma de docente, de professor. Lembraram-se, somente do seu presente quando resolveram militar para partidos políticos, com concepções utópicas, com ideais revolucionários sem perceber que a verdadeira revolução não se faz com bandeiras, vermelhas ou azuis. Os erros do passado, estudados em várias disciplinas não foram suficientes para evitar a queda atual. Que pena! Que triste!
Os alunos estão agredindo professores em sala de aula não é de hoje. E já pequenos, viu? Na escola da minha neta um menino de cinco anos mandou a professora tomar suco de caju, um outro na mesma sala, mostrou o dedo pra outra... Classe com alunos de cinco, cinco anos. Imagine aos dezesseis o que não estarão fazendo.
É o aconteceu com a professora Marcia Friggi – uma militante partidária. Ela não é professora. Ela defende meninos mau educados, rebeldes, levando-os a crer que são coitadinhos, que são incapazes, que são vítimas da sociedade da qual ela mesma faz parte, que podem tudo pois são “crianças” de quinze anos, que já fazem filhos, que bebem, que se drogam, que desobedecem pais, e portanto porque obedeceriam a ela uma mera estranha na vida dele, que não o ajuda em nada, sequer a sair do analfabetismo, que é sua função.
A reforma que se deseja para a educação é perigosa pois olha para algo que não existe. Que não chega nunca. É preciso olhar o passado, os exemplos bons, os heróis da sociedade – pais, mães, avós, tios, vizinhos,- até os mais longínquos antepassados da sociedade. Eles lutaram, eles viveram, eles sofreram e também foram felizes. Nos deixaram um legado que deve ser olhado com pudor, com amor e até veneração pois nos trouxe até aqui. Sem a educação moral dada pela família, ampliada pela igreja, reafirmada pela escola, nunca teríamos chegado ao que chegamos.
Enquanto a escola não rever projetos de ensino revalorizando a família, os pais, os antepassados e toda a tradição que nos deu a moral judaico-cristã , dando o apoio necessário para o trabalho com os filhos da sociedade, ela estará em maus lençóis: fará a cama para deitar-se.
A escola, me parece, está em guerra com a sociedade que ela acusa de opressora, de retrógrada de preconceituosa. Diga-me uma coisa: porque alguém que é acusado, dia e noite pelos professores dos filhos, que lhe tirou toda a autoridade, deve se lembrar que o professor precisa de ajuda?
O professor e a escola deverão juntar os cacos daqueles cristais que quebraram e colar, juntá-los para tentar fazer algo. As marcas ficarão para a eternidade, mas... Olhar para o presente; cada palavra tem peso e levita, segue o vento e volta sem sabermos o que traz em seu embornal. O futuro a Deus ( pra quem acredita) pertence... E ELE existe e dará as cartas ao que souber jogar o jogo honestamente. Sem mágoa, sem inveja, sem ciúme, sem violência nenhuma.
Acredito que sem isso a escola, a educação e os professores terão um triste fim. A escola TEM que ensinar. Professores NÃO são iguais aos alunos. São profissionais, recebem por isso e devem fazer bem o seu trabalho para que a sociedade volte a lembrar deles e receber o devido respeito dos pais e da sociedade. Mas deve trabalhar por eles e não contra eles. Portanto conquistar o respeito que perderam deixando as bandeiras em casa. A escola não é lugar de luta militante. Os alunos percebem e se revoltam , os pais os apoiam os professores mas não concordam com o modo como são feitas as coisas. Inconscientemente eles desprezam quem os despreza. A sociedade desprezada despreza tudo que a condena
MVA
Enviado por MVA em 22/08/2017
Alterado em 29/08/2017
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