Marlene

Os versos, as rimas, os sonhos nos dão tranquilidade e paz!

Meu Diário
09/06/2007 15h23
A parte que nos dirige
A parte que nos dirige

Todos somos dirigidos pelas sensações, emoções. Por isso, às vezes, agimos diferentes de acordo com o momento e as atitudes que encontramos. Não somos neutros nem imunes às emoções. Ainda não aprendemos a domá-las; portanto, ainda as emoções nos causam muitos problemas. Ou, porque são densas demais, ou porque são tênues demais.

Este foi um comentário que fiz no site www.citador.pt para um pensamento de Marco Aurélio, imperador romano:A Parte Que Nos Dirige, cujo texto segue abaixo:


"A parte que nos dirige e manda na tua alma seja indiferente ao movimento, doce ou violento, que a tua carne sente; não se imiscua nele mas se limite a si mesma e mantenha essas paixões nas lindes do corpo. Quando se propagam à inteligência por efeito da simpatia que religa umas às outras as partes da pessoa, pois a pessoa é indivisa, então não devemos tentar opor-nos à sensação, fenómeno natural. Mas quanto a saber se é um bem ou um mal, não se meta nisso a parte que nos dirige". www.citador.pt

Publicado por MVA em 09/06/2007 às 15h23
 
08/05/2007 02h38
O Homem Prudente
“ O homem prudente não diz tudo que pensa, mas pensa em tudo quanto diz”.

Quem disse estas palavras? Não poderia ser outro senão ARISTÓTELES.
Filósofo e Cientista grego de 384 a 322.

Se os homens seguissem seus sábios ensinamentos muita coisa poderia ser evitada, não é mesmo?

Dizer o que pensa é muito importante, mas pensar muito no que vai dizer é muito melhor. Seria o ideal e evitaria tantas brigas e discussões e tem outro pensador importantíssimo que a isto acrescentou:

“Não é o que entra pela boca que te prejudica, mas o que sai dela “. Quem falou foi o maior psicólogo do mundo: JESUS.

A humanidade tem nesses dois grandíssimos homens exemplos de coragem, de força, de sabedoria, de inteligência sem igual. Não apenas pregavam estas sabedorias; eles a exerciam e praticavam. Vivenciando-as. Praticando-as.

Exemplos bons não faltam na história dos homens, pena que não ouvem!

Publicado por MVA em 08/05/2007 às 02h38
 
17/04/2007 01h54
É madrugada!
É madrugada alta. Ouço o ronco do motor do meu computador.
Engraçado como é a vida. Até outro dia nem a máquina de escrever mais mixuruca eu tinha para escrever. Era na mão e algo mais elaborado tinha que emprestar de algum amigo, ir à casa de uma amiga para fazer um trabalho escolar...
Meus filhos em idade escolar queriam tanto uma máquina de escrever e não podíamos comprar. A tia acabou dando de presente uma máquina já abandonada
de tão velha. Serviu. Eles aprenderam a datilografar, aliás “miliografar” com todos os indicadores, mas não deixaram de usar até a bem pouco tempo. Cuidaram muito bem dela. Era o xodó da criançada e, para nós era o símbolo da incompetência.
Magoava-nos não poder dar às crianças o que eles queriam. Não pediam muito. Apenas uma máquina de escrever mesmo que fosse usada. Mas, naquela época era para nós como comprar um carro zero: uma fortuna, muito...muito caro.
Por que será que a vida tem desses repentes? Uma época não se pode nada, de repente... como num passe de mágica, pode-se. Agora temos em casa o... computador! Que maravilha! O primeiro consumiu as férias do Edson. Era usado!
Quando chegou em casa, ligamos e a Priscila tinha uns dezoito anos, mais ou menos. Não havia feito curso algum de informática, como ninguém em casa havia feito.
Liga o computador, mexe daqui, mexe de lá. Aquela excitação! De repente a tela desaparece... Sumiu tudo e, para explicar o que havia acontecido? Quem sabia que tecla tinha apertado? “Deletamos “?
Minha nossa! Vocabulário novo estava entrando em casa. Dá um “Del”, um “control” “insert” .”F1” ( na primeira vez que ouvi me soou como “ fómula Um” – bem, não errei por muito do jeito que é rápido e como processa uma informação, até que não estava tão errada, assim- e eu, que odeio inglês, ficava olhando, olhando...sem entender o significado daqueles “palavrões”.
Acabei me interessando, aliás me apaixonando pelo computador, informática, Internet... Todos aprenderam a usar o computador e a navegar pela Internet, sem curso algum fora de casa. Aprendemos aprendendo a usá-lo. Apenas a Priscila acabou fazendo a faculdade de Ciências da Computação e hoje trabalha no ramo de informática. Os outros filhos usam a informática no trabalho com desenvoltura, mas sem curso específico.
Eu? Para mim é um luxo enorme eu ter este computador, mesmo fora de moda. Nele escrevo a hora que quero, o que quero e como quero. Quero mais o quê? Estou satisfeitíssima. Até porque leio, além dos livros que tenho, empresto ou compro, também capto obras pela Internet.
Como não gosto de futebol, enquanto o Edson assiste ao jogo na TV eu navego na Internet. Apenas não consigo entrar em Chat. Ainda acho (não perdi nada para achar) penso ser esquisito, para mim, bater papo pela Internet. Gosto de conversar olhando as pessoas, ver seus gestos, suas nuances faciais, seus trejeitos... Ainda não tenho o computador com fala ao vivo... talvez... muito talvez... Um dia...

E é o que estou fazendo neste momento escrevendo no meu computador. Acordei com o barulho da Priscila verificando a sonda do nenê, preocupada e, quando resolveu o problema eu já estava sem sono e resolvi ler e escrever alguma coisa.

Publicado por MVA em 17/04/2007 às 01h54
 
13/04/2007 23h45
O poço
" O que torna belo o deserto é que ele esconde um poço em algum lugar".
Saint Exupèrry


Tenho comigo que esse deserto por ele citado é o ser humano, desertificado, árido pela convivência aqui nesse planeta em condições tão desgostosas.
Alguns vivem em condições sub humanas mesmo tendo se desgastado uma vida inteira na enxada, no sol, no frio...e sem assistência alguma.

Entretanto, outros são áridos por si, pois são nutridos de egoísmo, de decadência moral.Roubam, enganam, drogam-se, invadem propriedades que não são suas e destróem tudo o lá foi feito em anos de trabalho.

Entretanto esse deserto andante possui lá no fundo um poço com água límpida que ele ainda não descobriu.
Não cavou tão fundo e ainda não chegou ao veio nutritivo e fecundo da sua verdadeira raíz humana, sua individualidade.

Por isso é que é belo o trabalho Divino de criação e de liberdade. Deus nos dá a liberdade de encontrarmos por nós mesmos esse poço em algum deserto de nós, de nossa alma. Só nós sabemos onde encontrar e quando encontrar. O trabalho é imenso, longo, cansativo. Mas é preciso continuar essa procura por nós, nesse deserto em que nos tornamos.

Publicado por MVA em 13/04/2007 às 23h45
 
05/04/2007 12h20
Cheiro de Vida Nova
Que bom! Acordei hoje e senti aquele aroma no ar. Café? Não, não! Chuva! Está chovendo, água limpando tudo, tentando lavar as pedras que foram colocadas nos corações humanos, porque é chegado o tempo de recomeçar a viver.

É chegada a hora de reabrir as portas trancadas da afeição, da concórdia, da caridade e... da PAZ!

Precisamos ser os instrumentos de paz, conforme São Francisco de Assis queria e Leonardo Boff escreveu em seu livro “A Oração de São Francisco”.
Por que ele fez esta oração? Porque Jesus e São Francisco parecem uma única pessoa.

Jesus ao andar pela terra ensinou-nos a fazer aos outros o que queríamos que nos fizessem. Nessa frase mandatários, estão resumidos os dez mandamentos.
São Francisco em sua oração seguindo o exemplo de Jesus mostrou seu amor por Ele e pela humanidade contrapondo ao ódio o amor; à ofensa o perdão; à dúvida pela fé; ao desespero pede esperança; à tristeza pede para levar alegria. É uma prática bem libertadora que transforma a nossa realidade se for colocada em prática saindo dos livros e da palavra vã.

Leonardo Boff pressente uma grande ligação de São Francisco e Jesus Cristo e cita o Padre Vieira quando faz o sermão sobre as Chagas de São Francisco: Vesti Cristo e tereis Francisco, desvesti Francisco e tereis Cristo”.

Agora é tempo de reviver, renascer em ações novas, pensamentos novos, atitudes novas, pois onde há amor e sabedoria não há lugar para violência, porque a tônica é a paciência e a humildade.
Aceitarmos a nossa pobreza, lutar para mudar sem sermos avarentos ou nos enchermos de cobiça., eis o segredo.
Assim se amar, seremos amados e, se espalharmos amor, compreensão, sentimentos bons, não daremos lugar à violência e, portanto teremos PAZ.

Portanto que a chuva de hoje, tão próxima da Páscoa, lave e abra nossas almas para uma nova vida de amor, em benefício da coletividade, ensinando o que se pode, aprendendo o que não sabemos.
Assim ao inalarmos o ar toda manhã, que sintamos o cheiro do amor vindo de nós mesmos sem esperarmos pelos demais, porque fizemos e estaremos sempre fazendo a primeiro a nossa parte em benefício de todos.

Publicado por MVA em 05/04/2007 às 12h20



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