Marlene

Os versos, as rimas, os sonhos nos dão tranquilidade e paz!

Meu Diário
29/01/2008 15h37
"Quanto puderes"

"Quanto puderes, não te afastes do lar, ainda mesmo quando o lar te pareça inquietante fornalha de fogo e aflição.

Quanto te seja possível, suporta a esposa incompreensiva e exigente, ainda mesmo quando surja aos teus olhos por impecilhos à felicidade.

quanto estiver ao teu alcance, tolera o companheiro áspero ou indiferente, ainda mesmo quandocompareça ao teu lado, por adversário de tuas melhores esperanças.

Quanto puderes, não abandones o filho impermeável aos teus bons exemplos e aos teus sadios conselhos, ainda mesmo quando se te afigure modelo de ingratidão.

quanto te seja possível, suporta o irmão que se fez cego e surdo aos teus elevados testemunhos no bem, ainda mesmo quando se destaque por enexcedível representante do egoísmo e da vaidade.

Quanto estiver no teu alcance, tolera o chefa atrabilário, ou amigo menos simpático, ainda mesmo quando escarneçam de tuas melhores aspirações.

Apaga a fogueira da impulsividade que nos imple aos atos impensados ou á quiexa descabida e avancemos para diante arrimados à tolerância porque hoje não conseguimos realizar a tarefa que o Senhor nos confiou, a ela tornaremos amanhã com maiores dificuldades para a necessária recapitulação.

Não vale a fuga que complica os problemas, ao invés de simplificá-los.

Aceitemos o comabate em nós mesmos, reconhecendo que a disciplina antecede a espontaneidade.

Não há purificação sem burilamento, como não há metal acrisolado sem cadinho esfogueante.


A  educação é obra de sacrifício no espaço e no tempo, e atendendo à divina Sabedoria, - que jamais nos situa uns à frente dos outros sem finalidade de serviço e reajustamento para a vitória do amor-, amemos nossas cruzes por mais pesadas e espinhosas que sejam, nelas recebendo as nossas mais altas e mais belas lições."
                                  Emmanuel
                                                                                                                      Emmanuel

Do livro Coragem Diversos Espíritos de Francisco Cândido Xavier


Publicado por MVA em 29/01/2008 às 15h37
 
27/12/2007 17h13
UNIDADE

 


 


      Raul de Leone ( 1895 - 1926 )


 


 


 


Deitando os olhos sobre a perspectiva


Das cousas, surpreendo em cada qual


Uma simples imagem fugitiva


Da infinita harmonia universal


 


Uma revelação vaga e parcial


De tudo existe em cada coisa viva:


Na corrente do Bem ou na do Mal


Tudo tem uma vida evocativa.


 


Nada é inútil; dos homens aos insetos


Vão-se estendendo todos os aspectos


Que a idéia da existência pode ter;


 


E o que deslumbra o olhar é perceber


Em todos esses seres incompletos


A completa noção de um mesmo ser...


 


 


Publicado no livro Luz Mediterrânea (1922). Poema integrante da série Felicidade.


 


In: LEONI, Raul de. Luz mediterrânea. Pref. Rodrigo Mello Franco de Andrade. 10.ed. São Paulo: Liv. Martins, 1959


 


Publicado por MVA em 27/12/2007 às 17h13
 
30/11/2007 16h52
Dia Diferente dos Outros

 


 


Sabe, às vezes a gente levanta tão alegre, tão feliz que parece que o mudo é outro. Parece mais claro, mais suave, mais aberto... E os adjetivos parecem tão poucos para classificar todos os sentimentos que advém desse dia... Pelo menos até o momento.


 


No clarear do dia as nuvens são mais brancas - hoje ainda existem nuvens no céu – e de uma brancura tão branca que ao olhar para cima doem os olhos – ou será a miopia e o astigmatismo que fazem os olhos doerem?


 


Os cães latem, mas parecem tão mansos, até quietos, a escutar a natureza, nada os assustam, nem os irritam... Eles também estão felizes. Não houve até agora mais violência contra eles – se estar numa coleira não for violência e sua casa ser num cubículo de num apartamento – aliás, “apertamento” - então a felicidade é real.


 


As cigarras, não cantam...  Parecem escutar o movimento da terra para sair em busca se seu alimento e, também estranham a quietude...Mas estão felizes, nada as está ferindo, agredindo...Que bom se fosse sempre assim...


 


Na árvore debaixo da minha janela os pássaros cantam tão bonito que convida a gente a participar dessa sinfonia divina, simples, e forte. Eles são fortes. Cantam sua liberdade de galho em galho. Parece dizer aos que estão nas gaiolas que se rebelem, que tentem fugir dessa ignóbil prisão. E os das gaiolas emudecem...Calam...Será de medo do “dono”?


 


Mas, e as crianças? Estão lá fora com os pássaros, em liberdade plena. Podem correr, gritar, pular,  sentar no chão, sujar a mão e a roupa, rir de tudo e de todos. Estão felizes. E as mães de longe vigiam, também felizes, os maiores, enquanto paparicam os engatinhados dos pequenos que já ensaiam as brincadeiras fora de casa.


 


É. Decididamente hoje parece um dia feliz. Não liguei a tevê. Não ouvi notícia de violência, de assalto aos cofres públicos, de falta de política social -verdadeira e desinteressada-.Nem de acidentes de carro ou de avião, filas nos hospitais...Fiquei esta manhã sem tevê e o mundo é outro, mais alegre. Tão bonito! Tão verde! Tão colorido! Eu me alienei, hoje. Quis ter um dia de paz, de tranqüilidade...


 


Gostaria que fosse sempre assim: essa Paz de vida, de energia boa de humanidade sincera...Peço então a Deus que nos abra os olhos para vermos tanta beleza bem diante da nossa janela...Para abrir as mentes e consciências para perceber a bondade que existe a nossa volta.


 


Peço a Deus que nos cure da nossa deficiência moral: o egoísmo para com as outras pessoas, com a natureza e o meio ambiente que nos deu para vivermos com dignidade e solidariedade.


 


Peço a Deus que esse dia de alegria, de paz, não fique só no hoje. Que nossa vontade seja canalizada para o bem de todos. Que os olhos humanos possam ver nos outros homens o seu próprio ser. Que esse dia possa ser duradouro, sem lágrimas, sem fome, sem dor...Peço só isso diante desse dia, que incrível, sol já apareceu.. Esquentou a minha alma com raios de Luz e de Amor.


Publicado por MVA em 30/11/2007 às 16h52
 
13/07/2007 03h02
EVA
Recebi este texto por e-mail, desses que são recebidos e encaminhados para outros. Pois é. Assim recebi este texto que vou copiar aqui pois achei muito bonito. Quero guardá-lo como se fosse um livro. O autor é considerado desconhecido até onde sei.


No princípio eu era a Eva
Criada para a felicidade de Adão
Mais tarde fui Maria
Dando à luz aquele
Que traria a salvação
Mas isso não bastaria
Para eu encontrar perdão.
Passei a ser Amélia
A mulher de verdade
Para a sociedade
Não tinha a menor vaidade
Mas sonhava com a igualdade.
Muito tempo depois decidi:
Não dá mais!
Quero minha dignidade
Tenho meus ideais!
Hoje não sou só esposa ou filha
Sou pai, mãe, arrimo de família
Sou caminhoneira, taxista,
Piloto de avião, policial feminina,
Operária em construção...
Ao mundo peço licença
Para atuar onde quiser
Meu sobrenome é COMPETÊNCIA
E meu nome é MULHER..!!!!

Autoria Desconhecida

Obrigada, Dora por ter me enviado este e-mail.

Publicado por MVA em 13/07/2007 às 03h02
 
09/06/2007 17h23
Argila de Raul de Leoni
Li certa vez, por ocasião de um trabalho escolar, as poesias de Raul de Leone. Fiquei fã. Um escritor de tal estirpe tão mal conhecido. Aqui vou gravar mais uma poesia maravilhosa dele na esperança de que alguém o leia e comece a conhecê-lo um pouco.É. Um pouco pois os poetas não se mostram de todo. Escondem-se nos vfersos, nas tramas do texto. Nós é que deduzimos o que eles pensam.



Argila


Nascemos um para o outro, dessa argila
De que são feitas as criaturas raras;
Tens legendas pagãs nas carnes claras
E eu tenho a alma dos faunos na pupila...


Às belezas heróicas te comparas
E em mim a luz olímpica cintila,
Gritam em nós todas as nobres taras
Daquela Grécia esplêndida e tranquila...


É tanta a glória que nos encaminha
Em nosso amor de seleção, profundo,
Que (ouço ao longe o oráculo de Elêusis)


Se um dia eu fosse teu e fosses minha,
O nosso amor conceberia um mundo
E do teu ventre nasceriam deuses...

Publicado por MVA em 09/06/2007 às 17h23



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